Esses jovens... todos jovens, acham que sabem de tudo. Não sabem nada. Acham que vão viver pra sempre, que tudo vai dar certo, nem pensam, só fazem. Eu também já fui jovem. Imaturo, bondoso, acreditei no amor. Hoje sei que o amor é uma falácia. Não é à toa que hoje os casamentos não duram, justamente porque são baseados no “amor”. Antigamente as alianças tinham um outro sentido, que não o romântico. As pessoas casavam como forma de garantir o patrimônio, e assim sua sobrevivência. As mulheres eram negociadas pelos seus pais como um bom negócio. E os casamentos duravam. Não só pela estabilidade financeira, mas também porque era proibida a separação. Mas o que penso hoje, depois de me frustrar com a vida amorosa é, será que antes, os relacionamentos estáveis, onde se ia conhecendo o parceiro dia a dia ao longo dos anos, será que, isso não aproximava o casal mais do que esse ambiente competitivo onde todos estão disponíveis e sem ânimo pra se conhecer? É fácil pensar que tudo vai ...
A vida é melhor que qualquer história E pior também Estou levemente embriagado Não o bastante Pra variar minha escrita Essa que pouco alcança A certeza dos astros Nem a insignificância dos bichos das folhas Ou a minha própria Que perdura no vazio Nos segundos já contados Que ao encontrar outra figura Se espalha e transfigura Num oblíquo das horas Fundando a vida Que segue solta Até partir E ser Só Pulsando ativa Em sua rotina Até o dia De voltar a sair E ser só E voltar a sair E ser E voltar A só ser.
Os gatos dos vizinhos existem desde a época da nossa gata, Nina, que foi recolhida da rua pelo meu pai e minha irmã na casa do papai e trazida pra nossa casa quando minha irmã e a pequena gata preta ainda eram crianças. Lembro que quando Nina cresceu um pouco e entrou no cio, fazia aqueles barulhos agudos e estava sempre pronta pra passear nos telhados, daqui ou dos vizinhos, que minha irmã não deixava, trancando-a a portas fechadas dentro de casa. Até um dia que Nina ficou grávida e nasceram três gatinhos que cresceram livres de telhado a telhado até sabe lá onde. Só nossa gata ficou. Minha irmã cresceu, saiu de casa, e nós ficamos com a Nina, que cuidava da casa e da intenção de invasão dos outros gatos dos vizinhos. Viveu até seus quase vinte anos. Foi aí, que os outros gatos, vendo a casa vazia, ou melhor, sem a Nina, começaram o ocupar o jardim da casa, e quando davam com nossa presença, saiam sorrateiramente. Essa relação não muito amigável entre os gatos e nós resultaram em...
Que Lindo amigo querido!
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