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Palha- Renê Paulauskas

O gosto de palha na minha alma É de uma grama que perdeu o gosto Não importa quanto me distraiam É como na vida um amontoado de cabelos brancos A gata vem fazer carícias Os amigos me levam a passear Todos querem me distrair E na verdade me arrancar Sou um breve experimento Não há como me salvar Até a morte já tentei Até isso puderam me tirar Registro este breve pensamento Que sei, não será acudido Pelo simples fato regente Que se espera o impossível