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Mostrando postagens com o rótulo crônica

A CERTEZA DA MULTAS -VERA CAMARGO

A certeza das multas Há alguns dias escrevi um “causo” sobre meu carro ter sido guinchado pela CET por uma infração que merecia uma multa e olhe lá. Deus aperta, mas não enforca. Pois bem, agora quero falar sobre nossa cidade, São Paulo, e nossa condição enquanto cidadão. Quanto ao fato do guincho, sei que faz parte do comércio de multas, uma vez que cada funcionário público tem suas metas a atingir. CET tem que guinchar, multar X número por dia... então, pimba! Se não acham um carro em condições corretas para guinchar, escolhem um que poderiam multar. Mas, não é apenas guinchar, querem ter a certeza que o proprietário vai buscar no pátio. Senão, cadê a grana? Vai apenas ocupar espaço no pátio. Porque se fosse para retirar carros da rua que estivessem atrapalhando, quantos carros não são abandonados em lugares estratégicos para serem retirados e lá ficam por meses? E sabe quanto custa para retirar, no mesmo dia, um carro apreendido? Próximo a um salário mínimo, desconsiderando a ...

MEDITAÇÃO-VINICIUS TETTI SILLA

ando meditando muito...,só me passa na mente alguns lampejos. pois meditar é conversar com deus agradeço poque estou criando e produzindo muito a ninfa da música me abençoou; com um empurrãozinho do meu amigo Renê. estou apurando o ouvido e em cima de harmonias! estou improvisando em cima de tons. este deleite é deslumbrante; uma porta que se abre... espero evoluir daqui pra frente. e com esse despertar que se deflagrou em mim, acredito...?:

FANTOCHES DO SISTEMA-VINICIUS TETTI SILLA

O tempo passa?:...,uva passa?:...;na epopeia em vivemos?:... defronte do olho do furacão, assustado ;percorreu milhas à enésima potencia?:... E concorrente do seu rival!;analisou: por quê essa guerra;sigam os  exemplos de Ghandi de pacifismo :?:@&%%#*)( Que fez uma  revolução na Índia ;pacífica: Sempre no dialogo?Insuflando liberdade de pensamentos ;?:...@: A liberdade não é só ausência de censura.è falta de liberdade de pensamento;que seríamos sem ela?... Seriamos fantoches do sistema estabelecido por quem?:... OBS:desculpem as letras másculas no texto anterior,obrigado

VERA CAMARGO _ CRIANÇA MORTA?:

​... então, hoje pensei em como não se acovardar diante da foto de uma criança morta em uma praia na Turquia? Com um pai dizendo “eu tentei segurar a mão dele, mas escorregou”. Principalmente quando se tem crianças seguras em casa, alimentadas, agasalhadas. O que sobra depois de cenas como essa? Uma imensa dor no peito e uma questão. Vamos passear pela religião. Porque cada uma quer se mostrar melhor que a outra? Será que é para atrair clientes? Clientes nos remete à comércio ou não? Quanto maior o número de fiéis , mais fortes seremos! Porque disputar força se a única intenção é glorificar a Deus? Penso que seria muito melhor se entendêssemos que tanto religião, como Deus é simplesmente  amor . E, a partir daí, a religião seria uma só e não mais seria separatista, não mais mataria ou se morreria em nome dela. Nosso planeta Terra é uma bola redonda e como tal não tem começo nem fim. Se essa terra não fosse tão demarcada, os terráqueos viveriam todos muito bem, sem precisar es...

Sofia não queria nada daquilo- Renê Paulauskas

Sofia não queria nada daquilo. Adorava seu quarto com o pôster dos Rolling Stones, Seus discos: Vinis; o abajur decorado por ela. Às vezes uma reunião de amigos; o namorado Punk e um começo de vida feliz e sincera. De uma hora pra outra, aquela festa, sua vida havia virado de ponta cabeça. A faculdade com trabalhos atrasados, atrasado também o aluguel, o fim do seu namoro. Tudo aquilo foi um bom motivo para fugir de tudo através daquele psicotrópico e amanheceu louca no jardim. Não entendia nada e buscava tudo, se perdeu em tudo não achando nada. Foi indo junto aos colegas que amanheciam da festa se perder em algum lugar. À noite estava tão perdida que procurou a casa da mãe. Dormiu, voltou. De novo foi pra faculdade, ver os colegas, fumar, beber. Às vezes uma festa. Às vezes uma casa pra visitar, um ap. E tudo indo. Até que teve que se mudar pra um bairro mais afastado pra poder pagar as contas. Uma única amiga foi visita-la. Nem seu pai ou sua mãe após visitarem uma primeira vez...

Tempo acabando- Renê Paulauskas

Sinto que meu tempo está acabando há muito tempo. Agora é o fato de estar sozinho, sem trabalho e saber que o dinheiro vai acabar. Sentia-me desmotivado para qualquer novo tipo de trabalho, até perceber que este: o de escrever minhas histórias, minhas loucuras, é o que faz mais sentido para mim. Cheguei ao ponto de achar que nada existe, porém existo, e isto é dado pelo motivo de eu pensar. Que as coisas não são o que parecem, mas não quero expor minhas loucuras o tempo inteiro para não ser descreditado. Loucuras que na hora fazem todo sentido, mas que se passado uns dias são loucas e ridículas inclusive para mim.  Mesmo assim acho importante narrar essas histórias que ocorrem na minha cabeça, apesar de só estarem em parte no conteúdo deste livro, se é que de fato se torne um. Estou sozinho, já não me acho tão bonito, mesmo olhando no espelho o mesmo homem de sempre. Sinceramente não entendo porque ultimamente as mulheres pararam de me olhar. Estou com trinta e seis anos, al...

A Folha em Branco- Renê Paulauskas

A folha em branco. A folha estava em branco e me relaxava o fato de ser tudo possível e não definido. Agora surgiram as palavras, estas mesmas que insistem em dar relevo, cheiro, tato. Antes era uma nuvem molhada de coisas que estavam por vir, e que poderiam deixar de existir caso desistisse de digitar na sua tela coisas tão inúteis como essas. Minha vida, os próximos meses, os próximos anos, são um enigma para mim. Acabo de fazer trinta e seis anos, mas estou otimista, acho que não vou morrer. Antes acreditei que sim, talvez tenha morrido em parte naquele dia. Mas hoje não. Hoje sou como eu renascido e acreditando na vida mais um pouco, e considerando todas suas facetas impossíveis. De qualquer forma, não vou demorar anos para escrever este texto. Certamente falarei de coisas ao longo de alguns dias, pontuando memórias, reflexões e acasos. Talvez esse não seja o texto com começo, meio e fim que esteja acostumado, mas não sei escrever de outra maneira. O homem se via só. Tão...

Tudo passa (crônica)- Renê Paulauskas

Tudo passa e voltamos a curtir a vida, as sensações, temperaturas. O mal estar se instala e vai embora depois de algumas noites mal dormidas. Não existe miséria que se aglutine por mais de três dias, três semanas, três meses. Três anos. E isto pode ser como uma cadeia, onde vá envelhecer e deixar a vida do lado de fora por um bom tempo. Podem passar dez anos até que se recupere de um trauma, uma enfermidade, uma doença crônica. Mas tudo passa. Mesmo que não percebamos, passa. Os ouvidos não são mais os mesmos. Os sentidos perderam o sabor. O enredo mudou. Você mudou, e nem percebeu. Agora é uma coisa ainda não entendida, assim como era quando ainda era jovem. Mas é isso que muda. Você não é mais jovem como fora. E ao mesmo tempo que isso lhe faz falta você deixou que se interessar da mesma maneira. Você quer mais desacelerar. A ansiedade é cada vez menor. Os sonhos são cada vez menos extravagantes. Porém é cada vez mais exigente. Intolerante. Percebe que aqueles velhos de cara fecha...

DETALHE- VINICIUS TETTI SILLA

Acordo mais um dia na penha. O silêncio é ensurdecedor; chego na padaria e o dono me dá bom dia-só isso me deixa contente. Tomo meu café com leite e um pão com manteiga na chapa. Peço um copo d´água e o dono diz que ele vai pegar: melhor não contrariar. Barriga cheia saio pra comprar cigarro e uma senhora me pede um cigarro, arrumo claro, ela pergunta se moro na favela, digo que não e ela me diz seca: eu moro como se quisesse demarcar território: respeito. Há muitas possibilidades pra esse dia, sinto muitas saudades dos amigos, então acho que hoje vou visitá-los. Jogar uma conversa fora, afinar-se com o mundo, correr atrás dos meus sonhos como isso que estou fazendo agora: escrevendo este texto simples, porém que reflete o que estou sentindo na alma. Hoje não tem jogo: graças a deus pois isso aliena; ainda mais com os gastos que tiveram pra arquitetar essa copa e tanta corrupção que saibo que existe. Um dia pensei: um detalhe e o mundo se transfigura. Espero que esse detalhe ocorr...

ESPAÇO GARAGEM CALANGOS

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LADO B- RENÊ PAULAUSKAS

LADO B   Aquela ansiedade estava desequilibrando sua rotina. Como uma força de vontade própria, não tinha mais paz em sua casa. Não parava de comer. TV, computador, violão. Queria um trabalho. Dinheiro não tinha, pensar em mulheres estava fora de cogitação. Queria uma distração, mas o que fazer? As opções sempre se resumiam a arte. Mas que arte sobrevive sem uma vida por trás da arte? Precisava de vida e pra isso de dinheiro. Sem dinheiro, não saia e resumia sua ansiedade em ficar ansioso dentro de casa. Dinheiro para o transporte até que tinha. Poderia se deslocar até uma exposição. Parou, pensou. Mas pegar dois ônibus, ter o risco de pegar o rush, nem pensar. Estava com preguiça. Preguiça e tédio de ficar em casa. Ligou para um amigo para ver se pagaria uma cerveja, nada. Foi então que lembrou que tinha meio litro de cachaça. Não teve duvida. Ligou para seu amigo convidando para tomar uma batida antes do show de graça que teria mais tarde do lado de sua casa. ...

Crônicas Humoradas- Renê

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O GAITISTA REBELDE- RENÊ PAULAUSKAS

  O jovem, passeando pelo centro, viu um objeto brilhante, um pequeno instrumento. Era uma gaita chinesa, que logo de primeira, tirou tantas melodias, que mesmo depois de tocar, ouvia em sua cabeça. O tempo foi passando, mais velho foi ficando, e sua música acelerava, como um pífano, uma guitarra, ou um grito que lá se ouvia, fosse um lamento, alegria, ou mais o que se queria. Foi então que fez um amigo, que estudara composição, tocavam juntos acordes estranhos, um tipo de jazz sem precisão, e esse amigo fez sua cabeça. Começou a tocar outra gaita, uma gaita que era para orquestra, pesada, complexa. Depois esse amigo lhe deu um violão. Começou a estudar por conta, a tirar as primeiras notas, melodias, triviais composições. Não satisfeito, começou a tocar o piano de seu amigo, mas sem efeito, após tocar, fosse gaita cromática, violão ou piano, nada mais se ouvia de música em sua cabeça, era tudo um monte de notas, que sem nenhuma destreza, era um monte de soma, sem a su...

O Tocador de pífano_Renê Paulauskas

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Todas as tardes, um homem atravessava a cidade até um parque. Saia de casa com um banquinho e uma flauta, subia a rua mais alta de seu bairro, descia para o bairro vizinho, atravessava uma ponte e entrava por uma porta pouco conhecida. Dentro do parque, lá estava ele, tocando junto a pássaros das árvores envolta. Um homem, que trabalhava num escritório enfrente observava pela janela. Um dia teve a coragem de perguntar: __Bom dia, senhor! Por que você vem sempre a esta mesma praça? __A primeira vez que vim, cheguei aqui as 11horas e sem perceber já eram 16horas. No dia seguinte, achei que seria diferente, então trouxe minha flauta e sem eu perceber, de novo passou o tempo. Logo comecei a reparar nos pássaros e conhecer seus cantos. Tocamos juntos já há oito anos. __E o senhor já pensou em se apresentar em público? __Não, ainda não estamos preparados, tocamos para nós mesmos. Mesmo porque, acho que o compromisso com o público talvez exigisse responsabilidade demais par...

O Espelho de Dorian- Renê Paulauskas

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Havia um meio choro dentro dele que não conseguia expressar. Era um tipo de constatação de um defeito que não podia corrigir. Talvez as novas ações sim, mas o passado não poderia mudar. Então se viu feio no espelho. Não era algo visível, era algo interno. Talvez só uma má impressão. Era uma espécie de retrato de Dorian Gray ali ao vivo. Isso o assustou e tentou fazer o possível para contornar a situação reafirmando para si que era uma pessoa boa. Mas a impressão não passou. Teve que escrever uma carta sobre si e dentro dela um ser que parecia com ele. Essa busca dele mesmo sempre criava novos personagens, que a partir tomavam vida própria. Mergulhado em palavras logo não mais se lembrava de seu monstro, que ficara guardado páginas atrás.  

O HOMEM E SUA GATA- Renê Paulauskas

Tão controverso como suas palavras era sua vida. Fugia de ideias ruins apressando o passo pelas ruas. Naquele dia os semáforos descontentes atrapalhavam sua ida de volta para casa. Se achava preso por livros, frases e palavras que não lhe diziam nada. ‘’Ah, que saudade de surtar’’ pensava agora em seu jardim. Sua gata o acompanhava lentamente, preguiçosa como ele, e ele pensava: ‘’Nem tu, selvagem!’’. As coisas esfarelavam enquanto tomava sol. Não ligava mais de terminar as coisas, achava isso uma doença. Queria curtir a vida, mesmo sem dinheiro ou namorada. Então voltou a olhar sua gata ali deitada. ’’Que tantos atrasos, atropelos e desastres te deixaram aqui, que seus filhos todos fugiram de casa? Ou foi somente a água, a comida e a sombra que te tiraram a ânsia? Justo você que nasceu na rua. Você a mais selvagem da família veio aqui ter seu fim? Não te culpo. Tens de tudo. Sou eu a tua família. Mas se você que é selvagem terminou assim, o que será de mim?’’.

AO CAIR A MOEDA- Renê Paulauskas

Ao cair a moeda o medo de se tornar como seu amigo, naquele quarto sujo cheio de moedas espalhadas pelo chão como se não tivessem valor. Um segundo antes se orgulhara, queria ser como ele, gostava dele, mas não aquilo da desordem, isso queria longe. Sentado ali, de frente pro mar, olhando as gaivotas sobrevoarem o farol dentro de sua imaginação, sentado à noite em seu quintal. Quando estava com a cabeça longe ficava mais bonito; acho isso porque as moças o olhavam nessas horas. Estava descobrindo algo novo. Acho que era que não precisava fazer nada, mas que tudo estava ligado. Longe de ser, pensava no que poderia tímido. ‘’Eu queria ser azul, pra não existir nesse mundo’’. Pensou varias vezes, até o mundo se impor devagarinho, como uma gorda que vai te conquistando aos poucos, dando doces de um em um, até sentir que já não vivia o inferno, que existia para cada dia bom, um ruim e quando aceitou, veio o lugar onde podia viver um dia bom com outro bom e assim. Às vezes recaia com...