Postagens

Mostrando postagens com o rótulo caminho

LARA CROFT-VINICIUS TETTI SILLA

Antes era fliperama Agora playstation 4 x box sei lá da que Aventura que aguça o raciocínio E sem sair de frente do micro Te faz viajar o mundo Já fui Lara Croft e também o aviãozinho do river raid Agora deixei de lado mas quero repensar Afinal ser criança e jogar também é lúdico Passar as fases e evitar o game over... Já estive no egito antigo no império asteca e até em outras galáxias Sem dar um passo apertando botões Sou do tempo do cp 200 que se carregava os games com fita k7 Hoje é blue ray and so far away Reflexo ninja é preciso Curiosidade: necessária... Mas tudo termina na metáfora da jogada...

PÁSSARO PROIBIDO-VINICIUS TETTI SILLA

Reesquematizando o sistema O pássaro proibido vai poder  voar E o céu carregado desanuviar E tudo ficará mais claro Como fonte no abstrato Bárbaros serão anulados E os fantasmas não nos peturbarão Clowns desfilaram pelas alamedas Como raros cometas Que correm como carrapetas Excluindo as escopetas das trevas Pois a vida há de ser aventura breve numa efemeridade Em qualquer lugar da cidade Não há mais dúvida A praça vai ser sua

FÊNIX-VINICIUS TETTI SILLA

Ele desesperadamente cachimbava; por entre os indigentes se metia-seres renegados pela sociedade que acumula. A paranoia subia-lhe a cabeça, e num estalo estava no céu, ilusão efêmera- pois num instante já estava na fissura de dar mais uma paulada. Quando avisavam "Lá vem a loira" era o código de que a polícia estava perto. Até que os policiais eram tolerantes, às vezes pegavam alguém com uma pedra e nada faziam; mas se fosse traficante... Muitos indigentes já tiveram família, entretanto de tanto aprontarem foram parar no meio da rua, outros já nasceram na barriga da miséria, quase...sem oportunidade. Tinha muita treta; eram desconfiados de tudo. Se mexeram nos seus pertences, se lhe roubaram uma rocha. Mas eram como anjos caídos à espera de uma mão que os levantasse. Ou que dessem a volta por cima... Tinha treze anos um rapaz chamado marco. Começou fumar crack aos 11 e já estava totalmente envolto na névoa dela. Vivia pedindo dinheiro para os passantes; até fazia uns fu...

CRUZES- VINICIUS TETTI SILLA

Guiado pelo um alívio Sinto-me reconfortado Recorte de jornal Não descartado Deslumbrado pela via cego Caminho desviando cruzes Em teu gemido eu pereço Mas pra ele vai o meu amor Nu; porém coberto por um cristal Seja aqui ou no Nepal Eu salto em direção contrária Daquilo que me causa dor Suor é bem mais belo Se fomentado pelo prazer De te conhecer em qualquer rua Numa quitanda ímpar Que me desvela o afeto E nas correntes que prendem ao murmurar de mil poetas Sou um só; escravo da dor

LÂMINA- VINICIUS TETTI SILLA

Preciso aquietar minha mente E encontrar um esquema de vida Nadando contra corrente Mas sem ser diferente Da normalidade de toda gente Para que todos nos possamos viver em paz Sem estar a merce de um capataz No meio da madrugada ouço um sax gritante Como pisadas de elefante E tendo você como espelho Quase que me despenteio Se tivesse cabelo Não me resta fazer nada a não ser esperar Até a banda tocar Eu sei que esse poema é um clichê Mas minha barba cresce E não tenho lâmina que a apare

TALVEZ UM DIA- VINICIUS TETTI SILLA

A insônia me persegue Talvez porque tenha medo de ter sonhos ruins E acordar transtornado Traumas de noites passadas Que me assustam Tomo um café Me resignando com minha situação Mas preciso dormir O problema é que minha cabeça esta à mil Abobrinhas de um solitário Quem sabe no meio da noite eu cochile Ou veja o sol raiar No meu radar Só passam besteiras Mas tenho que levar na brincadeira Senão vou me consumir E não quero esse inverno Mesmo que eu esteja no inferno Vislumbro o paraíso E me acalmo A cada palavra que escrevo Exorcizo meus fantasmas Ando meio assombrado Num filme de suspense Tenho medo de pensar então vou ouvir um som pra  desinfetar essa praga que assola minha cabeça E talvez esqueça Um passado que me arrepia Tempos que desatinei Mas agora eu sei Estou calejado Não vou cometer os mesmos erros E talvez um dia eu durma tranquilo Sem esses grilos que me rodeiam

DESPERTA E VAI VIVER A VIDA- RENÊ PAULAUSKAS

Desperta e vai viver a vida Parei de falar pelos cotovelos Parei de sonhar Não o sonho da vida Que esse nunca acaba Acaba a vida Mas nunca o sonhar Mas aquele da tua cama Que fecha os olhos a noite e não para de pensar Fazendo do dia noite E às vezes da noite outro dia sem cessar Tua vida Teu regato Que levas a deriva Que traças num rasgo É tua ferida É tua saída Mas que de dia Está tão pálida Que te tapa a visão Tão breves foram seus amores Te acordaram antes da hora Tua preguiça ainda chora Longe de ti em outros convés Que tua sina Ainda branca Te faz nuvem no mar aberto Pois eis que surge Um dia lindo Forrado de joias como um elixir Tua vida cansa E canso eu Que desse mundo Nos braços teus São como um rumo Que ainda dói Ver que só se faz A droga do outro Que arde E faz vender Do explorador ao explorado Só existe uma camada de pó Mudando os papeis cansados De um homem que ainda só Faz tantos estragos Tantos dilemas Mas ainda reza P...

Gaivota-Renê Paulauskas

Gaivota, Voa distante, voa! Bem longe daqui. Que na cidade, as pombas se alimentam dos restos dos mortais. Dos transeuntes solitários, que figuram somente como imagens amontoadas, de vida, de sonho e de mar. Que seu céu é menos ambíguo e veloz, sem o delírio do sonho. Que passa a vida sem se perder no labirinto mental dos homens, que dilaceram-se pelados, aparentemente sem nada os machucar. Percorre o caminho mais rápido! Define seu ponto de fuga! Se alimenta dos mares mais limpos e distantes! Mas não deixo de pronunciar sua fraqueza. Que às vezes, se perder no caminho, é  a grande beleza.