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JANGADA-VINICIUS TETTI SILLA

Palavras ecoam na minha mente E às vezes as fichas demoram pra cair Uma coisa me aflige E me dói na alma Quero me deitar na relva E beber o leite sagrado Para que eu possa florescer flores peculiares E oferecer frutos de sabor único Já estive no avião, no ônibus Mas agora estou numa jangada remando O rumo é incerto A não ser o destino que é conhecido... E o desconhecido Especulo Cogito Tenho até idéias de como seja Mas na verdade paira o mistério... No momento vivo a vida dos mortais Já tive a ilusão de ser um deus Mas seria muita pretensão isso ser uma certeza recorrente Me apoio na ciência pra que não fique cego Entretanto um alicerce de fé também é necessário Sigo caminhando Tão calmo como inquieto

Chuva em São Paulo, uma solução

''Caiu uma chuva danada! Hoje o transito parou em São Paulo.'' Frases assim são comuns há décadas em São Paulo, e as vezes parece o normal. O que se esquece é que chover é normal. Que na natureza a chuva é absorvida por níveis freáticos direcionados para a parte mais baixa, formando correntes de água, que chamamos de rios, como o Tiete e o Pinheiros. O problema foi ter impermeabilizado o solo, de modo que ao invés de termos um curso natural de águas para um rio, temos ruas e avenidas em lugares que já foram rios e quando chove, enchem como piscinas. Após esse desastre da ignorância humana, parece que só tem uma solução: Aquíferos. Aquífero é uma formação geológica do subsolo, constituída por pedras permeáveis, que armazena água em seus poros ou fraturas. Perfurar o solo, capta poucos metros de de água por hora. A solução seria fazer fraturas que fizesse o nível freático voltar a seguir um curso natural até chegar ao rio. Para tanto é preciso um estudo e um plano de ...