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PORTAL- VINICIUS TETTI SILLA

Viajava tranquilo numa estrada que não ia dar em lugar nenhum....;estava passando  por um desfiladeiro,olhou e pensou: não deve ser agradável ter uma queda livre daqui. foi seguindo....;até que chegou ao final do caminho. E lá estava o eldorado...;todo  conhecimento humano , ouro, diamantes.sabedoria plena,,discernimento e senso de justiça O que fazer com isso tudo; os textos perdidos dos gregos, romanos, chineses, egípcios; diante de todo aquele saber ele se sentiu minúsculo e com um potencial defronte seus olhos...?: Fazer a viagem de volta a civilização não era fácil;queria compartilhar com a humanidade todo aquele tesouro. foi aí que se deu conta: tinha voltado no tempo...?:deve ter atravessado um porta um limiar... Como fazer a viagem de volta?:vou ter que encontrar o portal de volta ou seria  o buraco de minhoca?:... Saiu vagando; se deparava com estátuas antigas e belas, a natureza era exuberante... Até que viu uma espaçonave e pensou: como vou dir...

FÊNIX-VINICIUS TETTI SILLA

Ele desesperadamente cachimbava; por entre os indigentes se metia-seres renegados pela sociedade que acumula. A paranoia subia-lhe a cabeça, e num estalo estava no céu, ilusão efêmera- pois num instante já estava na fissura de dar mais uma paulada. Quando avisavam "Lá vem a loira" era o código de que a polícia estava perto. Até que os policiais eram tolerantes, às vezes pegavam alguém com uma pedra e nada faziam; mas se fosse traficante... Muitos indigentes já tiveram família, entretanto de tanto aprontarem foram parar no meio da rua, outros já nasceram na barriga da miséria, quase...sem oportunidade. Tinha muita treta; eram desconfiados de tudo. Se mexeram nos seus pertences, se lhe roubaram uma rocha. Mas eram como anjos caídos à espera de uma mão que os levantasse. Ou que dessem a volta por cima... Tinha treze anos um rapaz chamado marco. Começou fumar crack aos 11 e já estava totalmente envolto na névoa dela. Vivia pedindo dinheiro para os passantes; até fazia uns fu...

OBRA-VINICIUS TETTI SILLA

Caminhava numa noite escura. O luar era tão claro que parecia que o sol iria raiar àquela hora. Crianças brincavam nos quintais com a pureza de uma cachoeira. O seres, uns loucos outros sãos desfilavam pelas ruas do mundo; mundo cujo esse não devia ter fronteiras; numa serra distante:  tocava uma viola um caboclo. E aquele momento era atemporal. Uma mulher tem muitas astúcias e era bronzeada que até parecia ouro. Vestida com um vestido salmão, fazia os anjos cantarem. Borboletas voavam se esquivando de colecionadores. E os sinos badalavam por um pobre homem. As moscas rodeavam o lixo atraídas pelo cheiro. Como num samba de uma nobreza singela: homens faziam versos e tocavam seus instrumentos iluminando a cidade que embora fosse muito grande ressoavam os sons. Num cemitério num bairro qualquer jazia um homem que deixou uma grande obra; onde devia estar agora: era o grande mistério. Deus fitava os mortais com um ar generoso e ria das trapalhada dos seres como um humorista. A vida...

O SOFÁ- Renê Paulauskas

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Entrou dentro no sofá fazendo o pó cobrir a sala. O repouso das bundas, deixava-lhe ora alegre, ora apreensivo. Gostava de participar da decoração e as vezes acendia como um abajur. Falar não falava, somente dizia sim, não, obrigado. Um dia veio há reposar um outro na poltrona enfrente.   O pó os cobriu antes da faxineira chegar, tirando sua liberdade. Caretas fazia, mas a poltrona nem se incomodava. Os eventos seguintes, deslocaram-se para cozinha. Sofá e poltrona foram trocados e o novo dono da casa ninguém conhece.      

O NOVO DONO DE ANIMAIS- Renê Paulauskas

Ele possuía um vazio na alma que o seguia aonde ia. Com uma ânsia, ele seguia sua vida rotineira. Trabalhava nove horas por dia no escritório, era um excelente funcionário. Pagava suas contas muito bem. Tinha família, alguns poucos amigos. Mas aquele vazio o estava matando. Foi aí que planejou seu primeiro assassinato. Comprou um passarinho numa loja de animais e o soltou dentro do apartamento para ele se adaptar. Por um mês botou ração todos os dias, água e limpou seus excrementos. Em seguida comprou um gato, o qual deu o nome de killer, mas tomou cuidado para colocá-los em ambientes diferentes. Por último veio o cachorro, com quem brincava agressivamente com restos de carne no fundo da lavanderia. Quatro meses se passaram com cada animal isolado em seu quarto até que, numa sexta feira, depois de chegar em casa... Sua tia o foi visitar. Levou rosquinhas caseiras de aveia, falou que estava muito magro e pálido. Brincou com cada um dos animais. Acabado os biscoitos, deu um beijo em ...