Irmã (poema) - Renê Paulauskas
Um brinde ao fim das máscaras!
Uma vaia aos péssimos atores
Aqueles que nada sentem
Ao fim da formalidade chamada família
Quebro em mim uma fantasia
De ter esperado uma irmã
E o que veio foi algo que não conheço
E tenho medo de conhecer
Difícil matar o que construí
Com afetos quase sem resposta
Dói em mim
Ela nada sente
Aceitar a dureza do mundo
Trágico enredo
Onde o desfecho
É na vida tudo morrer
Eu tenho medo da morte
De sua brancura
Tua tez
A tez da minha irmã.
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