Um novo caminho - Renê Paulauskas

Sempre fomos alimentados pela ideia de que vivemos sós nesse mundo. O filme Matrix traz exatamente essa ideia. Uma imersão no próprio eu. Como se os outros não existissem, ou não importassem, fossem meras projeções do sistema.

Estamos agora colhendo os frutos dessa visão de mundo. Onde é cada um por si. Esse modo de vida é desastroso por si só, e o que veremos no mundo todo é a lei da selva como um grande retrocesso humanitário.

É hora de nos protegermos, nos darmos as mãos, fazermos alianças. Pois no modo individualista, todos perecerão. Pois na vida, ninguém vive só, dependemos uns dos outros. E essa era só evidenciará a clareza dessa natureza.

Natureza essa, acorrentada pelo capitalismo, prendendo a humanidade em ilusões, onde se vê o dinheiro e nada mais. Passando a viver como um zumbi, que é escravo do consumo, sem meios de enriquecer. Cabendo aos donos dos meios produzidos, esse deleite.

O capitalismo é então o início de todo mal em que vivemos. E sem isso claro nunca daremos um passo adiante. O Estado provedor de justiça social é essencial, mas são as pessoas que tem que fazer isso. E não delegar à representantes que acabam por entrarem no jogo político do toma lá, dá cá, onde coisas escusas acontecem.

E se for pra sermos representados, que sejamos pela lógica indígena, onde o cacique não tem nenhum direito a mais que os outros e sim muito mais responsabilidades.

Precisamos de encontros, encontros diários. Para conversarmos sobre tudo. Nos nutrindo de humanidade. Nos deixando levar pelas ideias, desejos e afetos. Encontrar um novo caminho.

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