Postagens

Guerra na Síria- não fui eu que escrevi, mas ass. embaixo VERA GUAXU

Não é de hoje que Estados Unidos está forçando uma guerra na Síria para invadir seu petróleo e instalar uma nova guerra, vendendo armas e tendo todo lucro somados. Desde 2007, quando manifestações eclodiram no mundo inteiro contra esse abuso, foi possível retardar a guerra começada oficialmente ontem. Em 2013, foram inúmeras ações dos EUA, de implantarem pretensas armas químicas como pressuposto para invadirem a Síria. Agora, foi o uso da ONU, uma organização de interesses dos mesmos EUA, como pretexto de que a Síria teria cometido crimes contra a humanidade, dando salvo conduto para tropas americanas invadirem um país independente e trucidarem sua população até conseguirem o que querem. As agencia de notícias, caladas não à toa, esperam as novas diretrizes das agencias norte americanas de notícia e propaganda de como será a nova versão dos fatos. Enquanto isso esperamos. Esperamos as versões, os controles, os comandos, até o dia que nos controlem e nos invadam também. Tão bem, como s...

LÍRIOS- VINICIUS TETTI SILLA

Enxergar é preciso Navegar não é preciso Olhai os lírios do campo Mesmo que sejam de arquipélagos Mesmo que seja do cume do himalaia Perder o equilíbrio é fácil Difícil mesmo é por a cabeça no lugar Tambores nos deixam em transe E cantos ancestrais também Subindo ou descendo a ladeira Não devemos nos desesperar A resposta está do dentro de você para com todo E não devemos subestimar a inteligência do universo Nem quando estamos envoltos em escuridão O mistério, ah o mistério Queria ter uma fenda pra me deparar com ele E sossegar como se fosse a vista do horizonte Mas o alcance do meu olhar é limitado E se escurece depois de um determinado limiar... Mas, artes, a fé, a filosofia, a ciência me deixam aliviado

Tudo passa (crônica)- Renê Paulauskas

Tudo passa e voltamos a curtir a vida, as sensações, temperaturas. O mal estar se instala e vai embora depois de algumas noites mal dormidas. Não existe miséria que se aglutine por mais de três dias, três semanas, três meses. Três anos. E isto pode ser como uma cadeia, onde vá envelhecer e deixar a vida do lado de fora por um bom tempo. Podem passar dez anos até que se recupere de um trauma, uma enfermidade, uma doença crônica. Mas tudo passa. Mesmo que não percebamos, passa. Os ouvidos não são mais os mesmos. Os sentidos perderam o sabor. O enredo mudou. Você mudou, e nem percebeu. Agora é uma coisa ainda não entendida, assim como era quando ainda era jovem. Mas é isso que muda. Você não é mais jovem como fora. E ao mesmo tempo que isso lhe faz falta você deixou que se interessar da mesma maneira. Você quer mais desacelerar. A ansiedade é cada vez menor. Os sonhos são cada vez menos extravagantes. Porém é cada vez mais exigente. Intolerante. Percebe que aqueles velhos de cara fecha...

JANGADA-VINICIUS TETTI SILLA

Palavras ecoam na minha mente E às vezes as fichas demoram pra cair Uma coisa me aflige E me dói na alma Quero me deitar na relva E beber o leite sagrado Para que eu possa florescer flores peculiares E oferecer frutos de sabor único Já estive no avião, no ônibus Mas agora estou numa jangada remando O rumo é incerto A não ser o destino que é conhecido... E o desconhecido Especulo Cogito Tenho até idéias de como seja Mas na verdade paira o mistério... No momento vivo a vida dos mortais Já tive a ilusão de ser um deus Mas seria muita pretensão isso ser uma certeza recorrente Me apoio na ciência pra que não fique cego Entretanto um alicerce de fé também é necessário Sigo caminhando Tão calmo como inquieto

Lua nova- Renê Paulauskas

Imagem

Se- Renê Paulauskas

Se ela ligasse E ligaria Eu pudesse E poderia Eu ainda seria

Jantar sagrado- Renê Paulauskas

Sou o seu sacrifício Me transformando em carne Dando meu sangue em vinho Sou um pedaço de carne para experimentar Que logo bebes com o vinho e arrotas sem pestanejar Sou o boi desmamando O gado de corte Os pintos na esteira a serem degolados Sou um sonho em aberto Cobiça Fome Enquanto se escraviza Sacrifica Impune Acaba com meu apetite Até eu voltar E dando seu sangue pra todos Dando meu corpo em carne Vai sugando toda tina Vai cuspir no prato  E quanto tempo isso levar Vai teu corpo ainda vir Como carne para os outros Como o vinho ao pastor Aprontando o jantar.

MENINO VELHO- RENÊ PAULAUSKAS

Menino velho que sou Aprendi a olhar as cores pardas dos dias frios Olhar os insetos que pousam em mim Esquecer os problemas quando há quem se lembre deles Velho menino Aprendi a brincar com novos brinquedos Falar da vida sem segredo Tentar novas maneiras de amar Velho Desde criança que reclamo Tua cor cinza é tão vaga como um dia de chuva Mas eis que alguém me ensina A desenhar a vida sem seus olhos de puro cinza

Brincando poesia- Renê Paulauskas

Brincando poesia I C a n s a d o N  u  v  e  m L   e   v   e II Se perder Nada Si perde III Flor de cheiro Amarelo pétala Zumbido Pólen abelha IV Fluido Riacho Ribeirão Cheiro molhado V Verde maduro Doce salgado Linda aspereza Novo passado

Animação: Cidades- Renê Paulauskas

AD INFINITUM-VINICIUS TETTI SILLA

Serpentinas descolorem um fim de carnaval E as cinzas cobrem todos Mas no salão um pierrot dança exaustivamente  com uma colombina Só faltava ser eu e você O mundo desabando e a gente flertando O barco naufragando E a gente tendo a certeza  de  que encontrará uma ilha generosa Por isso querida Tira esse ranço do coração Não desvie os olhos do meu quando estiver passando na alameda Alameda que não dá em lugar nenhum Mas que abre todas as possibilidades Com máscaras vamos Pois toda nudez  será  castigada Como disse Rodrigues E olha que ele era  o rei da  pornanchanchada social Com pés descalços vamos deixando nosso rastro  praia selva(até no asfalto) Interferindo no  continente perdido Dos tempos  que os  deuses eram vivos Se  bem que o candomblé... Com seu rito de orixás não nos deixa pensar assim Queria consultar uma entidade Pra saber o que se passará nesse baião atemporal que é a minha vida Se bem que o...

AMIGOS- RENÊ PAULAUSKAS

Imagem

AOS ANÔNIMOS- RENÊ PAULAUSKAS

Aos anônimos A tua poesia não foi lida Decifraram os seus ossos Sem darem vazão ao teu olhar Inscreveram-te num número Deram-lhe roupa e comida Fizeste sua loucura Incomodaste com seu silêncio Mas não acreditaram em ti Veste tua roupa rota e parte Pois nunca escreveste pros homens Não tiveste mesmo vontade de estar aqui Caminhava nas nuvens de breves contos Filiava-se por uma filosofia mal escrita Por poemas de arroubo e solidão Foste o maior cidadão de seu mundo O maior criador de planetas E nesse mundo vazio Só veio espiar Vaza daqui! Volta pra Oriom! Ninguém nunca te quis Vai encher o saco de outros Volta pra Marte óh poetinha de merda!

BUENO LECHE-VINICIUS TETTI SILLA

Demasiado perto porém muito aquém De alguém que me alegra Pra essa festa de desdém Migalhas são jogadas aos pombos E eles bicam contentes E a semente de um dia assaz Me refaz dessa ressaca Já saí; Agora o que me resta é formigar Tenho um lar onde as musas inspiradoras não estão me acalentando Mas vou beber o bueno leche Na praça da bandeira Um homem inquieto resmunga trocadilhos E o infinito está aberto Para quem pegar o trem Cruzes nas calçadas Estão espalhadas ao vento ao leo Sinto compaixão mas não sou onipresente Então ando a me esgueirar pelas trepadeiras reguladas Vem meu bem, me ame Ponha açúcar mascavo; não aspartame

DESILUSÃO E ALÍVIO- RENÊ PAULAUSKAS

Desilusão e alívio I Sozinho Como sempre Acompanhado de tudo II Fiz minha última tentativa de amor E essa palavra Na verdade sempre me pareceu brega Precocemente III Esta tudo bem Os móveis instalados A cama no lugar E ainda tem o sofá IV Agora que já passou o calor Sinto-me renovado Sentia-me numa novela mexicana V Como é bom ser ateu!

NA ESPERA- RENÊ PAULAUSKAS

NA ESPERA I Agradeço ao que não vês Puseste-te naquele segundo Jaz em meu cruzamento A candura dos teus olhos II Ainda é cedo Pra tanta coisa Mas já é tarde Pra fazer amor A noite já começou III Te conheço tão pouco E a tão breve tempo Mas me faz sentir num mundo De outros carnavais IV Mulher me diz O que é aquela flor Que só vejo Quando fecho os olhos V Chega logo A espera é como um rio Logo se enche Não passaras

LARA CROFT-VINICIUS TETTI SILLA

Antes era fliperama Agora playstation 4 x box sei lá da que Aventura que aguça o raciocínio E sem sair de frente do micro Te faz viajar o mundo Já fui Lara Croft e também o aviãozinho do river raid Agora deixei de lado mas quero repensar Afinal ser criança e jogar também é lúdico Passar as fases e evitar o game over... Já estive no egito antigo no império asteca e até em outras galáxias Sem dar um passo apertando botões Sou do tempo do cp 200 que se carregava os games com fita k7 Hoje é blue ray and so far away Reflexo ninja é preciso Curiosidade: necessária... Mas tudo termina na metáfora da jogada...

MALDITO-VINICIUS TETTI SILLA

Abordando a semântica Faço palavras serpentearem O azul não me satisfaz Prefiro o salmão Refletindo sobre o acaso Me vem o Maldito destino Onde tem um roteiro definido Mas que não é idílio O  destino é uma ilusão Pois o presente o define E só dando um palpite Flor de azeviche Andando pelas ruas Encontro pessoas mil Uns emburrados Outros descontraídos Mas não é só isso Tem aquela pessoa que te espera n´algum lugar Para abrir seus horizontes E ir para belô

PÁSSARO PROIBIDO-VINICIUS TETTI SILLA

Reesquematizando o sistema O pássaro proibido vai poder  voar E o céu carregado desanuviar E tudo ficará mais claro Como fonte no abstrato Bárbaros serão anulados E os fantasmas não nos peturbarão Clowns desfilaram pelas alamedas Como raros cometas Que correm como carrapetas Excluindo as escopetas das trevas Pois a vida há de ser aventura breve numa efemeridade Em qualquer lugar da cidade Não há mais dúvida A praça vai ser sua

POEMAS INSPIRADOS- RENÊ PAULAUSKAS

POEMAS INSPIRADOS I Quem dera não viver de gente Não viver de pressa Ser somente E semente Folha E toda gente Sem nem saber Quem dera II Fui num sonho sem títulos Foi só pra descansar E acordar inspirado Cheio de ar Foi somente um sonho Sem nada lembrar Eis que existe esse sonho Alguém há de lembrar III Tanto sonho batido Tanto ar sem respirar E eu nesse barco partido Viajando ralo sem naufragar Enquanto os peixes são só peixes E viajam fundo em seu sonhar IV Amélia me disse o seu poema Fiquei com raiva Saí correndo Como pode ser Amélia poeta Com tanta louça pra se lavar V Triste o fim daquele moço Tão tolo Arisco Somente cabe em seu bolço Tanto ódio

POEMAS SEM INSPIRAÇÃO- RENÊ PAULAUSKAS

POEMAS SEM INSPIRAÇÃO I Os poemas hoje Naufragam sem esperar Desistem somente Mergulham Se escondem Por uma película intransponível Por um azul obscuro Sedentos Fugidos Procurando a esmo O que não posso explicar II Hoje não se tem mais nada o que dizer A não ser dentro dos sapatos Ou no meio das paredes III Quisera ser o sorvete Da menininha A me espalhar por entre os dedos Borrar a roupa engomada Me dissolver numa calçada Quisera IV Me perco com as palavras como se fizesse parte de um computador Arrodeado de espelhos sem poder ver além Submerso em um poema Querendo ar V De repente escrevendo Esbarrei numa ponta de sonho Como se arrastasse um outro tempo Que se desfez em espanto

SOLIDÃO -VINICIUS TETTI SILLA

Azulejado paredes do Contendo festivais Pois ainda há chuva Subindo pela parede Como um animal desbaratado Que entrar na dança Mas preciso labutar Na minha cabeça turbilhões E um sentimento de solidão Mesmo que eu me comunique Ainda faltam as estradas abertas

FÊNIX-VINICIUS TETTI SILLA

Ele desesperadamente cachimbava; por entre os indigentes se metia-seres renegados pela sociedade que acumula. A paranoia subia-lhe a cabeça, e num estalo estava no céu, ilusão efêmera- pois num instante já estava na fissura de dar mais uma paulada. Quando avisavam "Lá vem a loira" era o código de que a polícia estava perto. Até que os policiais eram tolerantes, às vezes pegavam alguém com uma pedra e nada faziam; mas se fosse traficante... Muitos indigentes já tiveram família, entretanto de tanto aprontarem foram parar no meio da rua, outros já nasceram na barriga da miséria, quase...sem oportunidade. Tinha muita treta; eram desconfiados de tudo. Se mexeram nos seus pertences, se lhe roubaram uma rocha. Mas eram como anjos caídos à espera de uma mão que os levantasse. Ou que dessem a volta por cima... Tinha treze anos um rapaz chamado marco. Começou fumar crack aos 11 e já estava totalmente envolto na névoa dela. Vivia pedindo dinheiro para os passantes; até fazia uns fu...

LANTEJOULAS-VINCIUS TETTI SILLA

Na nascente da minha alma Brota uma colombina E eu estou extasiado Com esse perfume safado O meu eu lírico implora um amor Que seja sem terror Abajures iluminam um canto da minha mente E penso no canto dos meus ancestrais Fazendo versos de improviso Barquinhos navegam ao longe Indo pra depois do horizonte Lantejoulas brilham na sua festa Mesmo que seja besteira Eu quero ir à minha maneira Pois que seja assim Um eterno idílio Pra eu me exilar dentro de mim

NASCENTE- VINICIUS TETTI SILLA

De volta pra casa Vou formigar E subir a escada Pra qualquer lugar Uma ponte pro Além de agora Pra contar alguma coisa aí por fora De uma nascente que começa a brotar Uma água que precisa ser despoluída Mas que ainda tem muita coisa bonita Numa esquina qualquer Encontro uma garota Que me sorri E meu mundo desvanece E meu coração já não mais padece

TALVEZ- RENÊ PAULAUSKAS

Talvez estivesse ceifando o vento Cobrindo o nada de pétalas Criando tapetes Rios Onde não se pode nadar Até abrir a cratera Donde a miséria é rala E possui odor Talvez fosse a febre A rouquidão no ar amargo Azedo Talvez fosse uma luz Um brilho Uma paixão Ou meus poemas sejam só palavras de um poeta mudo

HARMONIAS-VINICIUS TETTI SILLA

Aprendendo a nadar Me debato por entre tubarões Me esquivo da ceifa E vou na levada de um samba Que não tem parada Caminho sem volta Andando um pouco em círculos Pra chegar no cume da montanha E enxergar o horizonte mais longiquo A rosa está na minha mão Mas é apenas um botão Que rego com carinho Pra voltar ao ninho Onde deixei uma orquídea Não quero a cruz e sim o céu de alvorada cor salmão Me projeto no espelho E vejo uma figura fugidia Querendo alcançar um turbilhão de harmonias

DETALHE- VINICIUS TETTI SILLA

Acordo mais um dia na penha. O silêncio é ensurdecedor; chego na padaria e o dono me dá bom dia-só isso me deixa contente. Tomo meu café com leite e um pão com manteiga na chapa. Peço um copo d´água e o dono diz que ele vai pegar: melhor não contrariar. Barriga cheia saio pra comprar cigarro e uma senhora me pede um cigarro, arrumo claro, ela pergunta se moro na favela, digo que não e ela me diz seca: eu moro como se quisesse demarcar território: respeito. Há muitas possibilidades pra esse dia, sinto muitas saudades dos amigos, então acho que hoje vou visitá-los. Jogar uma conversa fora, afinar-se com o mundo, correr atrás dos meus sonhos como isso que estou fazendo agora: escrevendo este texto simples, porém que reflete o que estou sentindo na alma. Hoje não tem jogo: graças a deus pois isso aliena; ainda mais com os gastos que tiveram pra arquitetar essa copa e tanta corrupção que saibo que existe. Um dia pensei: um detalhe e o mundo se transfigura. Espero que esse detalhe ocorr...

OBRA-VINICIUS TETTI SILLA

Caminhava numa noite escura. O luar era tão claro que parecia que o sol iria raiar àquela hora. Crianças brincavam nos quintais com a pureza de uma cachoeira. O seres, uns loucos outros sãos desfilavam pelas ruas do mundo; mundo cujo esse não devia ter fronteiras; numa serra distante:  tocava uma viola um caboclo. E aquele momento era atemporal. Uma mulher tem muitas astúcias e era bronzeada que até parecia ouro. Vestida com um vestido salmão, fazia os anjos cantarem. Borboletas voavam se esquivando de colecionadores. E os sinos badalavam por um pobre homem. As moscas rodeavam o lixo atraídas pelo cheiro. Como num samba de uma nobreza singela: homens faziam versos e tocavam seus instrumentos iluminando a cidade que embora fosse muito grande ressoavam os sons. Num cemitério num bairro qualquer jazia um homem que deixou uma grande obra; onde devia estar agora: era o grande mistério. Deus fitava os mortais com um ar generoso e ria das trapalhada dos seres como um humorista. A vida...

CASA NOVA- VINICIUS TETTI SILLA

Trepadeiras sobem ao relento Com isso me contento E a flor que nasce lá fora É por que fui embora Casa nova vida também É para ir mais além Sem desdem De um porvir mais alegre Porque agora me entristece

MOMENTO DE PERCEPÇÃO- RENÊ PAULAUSKAS

Meu defeito é claro E sincero Olho os defeitos do mundo Enquanto todos Estão cegos Sigo tão pobre De olhos ricos Tão nobre De ser assim Que vivo sozinho Nesse mundo Acompanhado de corpos Que nada dizem Nada vivem Nada veem E tão pobre me disfarço Perseguido por todo lado Daqueles que tem certeza Que tem ciência Vivem com clareza Decidem sua vida Enquanto decidem por eles A sina 

SAÍDA ESTRATÉGICA - VINICIUS TETTI SILLA

Num quarto de pensão Começo uma nova caminhada Meio confuso depois de uma saída estratégica Espero arrumar minha cabeça pra que amanheça nesse momento lutei com o que não podia encarar E agora tenho esperanças De abrir os meus caminhos Para que possa crescer E aparecer em qualquer lugar
Sendo tudo diferente Por que é a gente Não altera a mente Fazendo arte Ou constelação de edifícios Que caiba na palma da mão Mesmo que tudo vá acabar um dia Viva hoje essa utopia De fazer magia Em qualquer esquina ou elevação Sendo fácil subir a ladeira Então deixa de besteira E me dê a mão Embora não seja festa de São João Aqui mesmo com paixão E dance no meio da multidão

Anzol - VINICIUS TETTI SILLA

Numa tentativa Me desenrolo do anzol Cai uma ficha Na expectativa Que se abra uma avenida Para eu assoviar uma melodia Para que amanheça o dia

O COMEÇO DA NOITE- RENÊ PAULAUSKAS

O começo da noite I A vida É uma pegada distante Algo não ouvido Não visto Inconsciente E quando tu ouves os degraus no instante O arrastar dos insetos É você que está vivo E despercebido Por todos os outros que fazem barulho II Tenho dito às folhas Que meu tempo não se passa aqui E elas dizem pelo vento Que não sou mesmo de cá Que queria voltar ao sumo Ao tempo que ai de ter sido planta Ou até ainda antes Quando um meteoro me trouxe aqui Ainda do lado oposto de tudo Doutro lado do mundo Antes de ter começo Antes de ser assim E volto a olhar a folha Só ela tem tempo pra mim III Num poema se criam mentiras Ficções criadas por uma lente verdadeira Que se traduzidas por si Si perde no vento ao esbarrar uma parede  Mas algo transforma o dito Não podendo saber de onde vem Transluz Ilumina Expande E engole Engole a alma a poesia E nesse enigma Nessa senzala Escreve o homem Sem ter domínio de ...

CRUZES- VINICIUS TETTI SILLA

Guiado pelo um alívio Sinto-me reconfortado Recorte de jornal Não descartado Deslumbrado pela via cego Caminho desviando cruzes Em teu gemido eu pereço Mas pra ele vai o meu amor Nu; porém coberto por um cristal Seja aqui ou no Nepal Eu salto em direção contrária Daquilo que me causa dor Suor é bem mais belo Se fomentado pelo prazer De te conhecer em qualquer rua Numa quitanda ímpar Que me desvela o afeto E nas correntes que prendem ao murmurar de mil poetas Sou um só; escravo da dor

LÂMINA- VINICIUS TETTI SILLA

Preciso aquietar minha mente E encontrar um esquema de vida Nadando contra corrente Mas sem ser diferente Da normalidade de toda gente Para que todos nos possamos viver em paz Sem estar a merce de um capataz No meio da madrugada ouço um sax gritante Como pisadas de elefante E tendo você como espelho Quase que me despenteio Se tivesse cabelo Não me resta fazer nada a não ser esperar Até a banda tocar Eu sei que esse poema é um clichê Mas minha barba cresce E não tenho lâmina que a apare

AROMA-VINICIUS TETTI SILLA

Quero o acaso De ter um prato Onde se sirvam uvas De um deus muito antigo Quase mitológico E na antítese do certo Só posso ser usurpado Das minhas ninfas que me inspiram E deitado na areia Vejo a sereia Que seduz pelo canto Isso quase me arremata Mas tenho uma adaga E quero ser certeiro Quando ela vier Pois não quero ser devorado Lanche degustado A seu bel prazer Por isso corro Para detrás de um monte Onde eu seja invisível E se meu aroma me denunciar Quero galopar pra longe Tão longe que a distância é tão grande Que é aqui mesmo

DOIS LADOS DA CAMA- RENÊ PAULAUSKAS

Dois lados da cama Tenho um lado bonito O outro feio De um lado da cama Durmo feliz o dia inteiro Só do outro lado Tenho pesadelo Sou um cara feliz Outro mal-humorado Um cara contente Desalmado Sou um cara sereno Outro quase enterrado Do lado esquerdo da cama Durmo contente e sereno Já de seu outro lado Só pesadelo Virando pra um lado E pro outro Vou fracionando minha noite Em sonhos alegres e motins Dias felizes ensolarados Ruas de sol e de jardim Trevas de covas sem fim

BICICLETA - VINICIUS TETTI SILLA

Mero acaso Outra vez o fato De me enrolar Mas na minha bicicleta Me equilibro vou em frente Pois tenho a semente do infinito Que guardo dentro do meu ser O infinito

JOGO: UNIDADES MATEMÁTICAS- RENÊ PAULAUSKAS

UNIDADES MATEMÁTICAS por Renê Paulauskas Uma unidade decimal totalizando 100 números, pode ser descrita por: Sua primeira dezena de números + as outras dezenas: 10+90=100 Assim também: 90=100-10 A primeira parte: 10= a primeira unidade matemática, no caso de base decimal. Esta unidade de base 10 pode ser dividida de 1 a 10, podendo ser definida desde 1/10 à 1/1 Se formos pensar a segunda parte desta unidade, que varia de dezena a centena poderíamos Defini-la de 100/10  à 100/1 Para encontrar separadamente a dezena e a centena é preciso fazer um cálculo onde possamos, primeiramente decompor a dezena (1/1, 2/1, 3/1... 10/1) assim, podemos achar: 1/1 x 10/1=10                                            2/1 x 10/2=10                                           ...

A PEGADA FURTIVA- RENÊ PAULAUSKAS

A Pegada Furtiva Passo na cidade vazia Ninguém tem olhos Só bocas E tuas derivas São como esquinas Onde não se pode passar Me tranco no quarto Limpando meus dedos Já cheios de tinta De tanto caminho A quase travar os pés Mas é nessa deriva Onde sopram os ventos Que faço minha rima Com outros devaneios E sigo cantando Olhando de lado Estando próximo De outros lados Conversando alto Com folhas e vento Com as sobras do tempo Do meu pensamento

TALVEZ UM DIA- VINICIUS TETTI SILLA

A insônia me persegue Talvez porque tenha medo de ter sonhos ruins E acordar transtornado Traumas de noites passadas Que me assustam Tomo um café Me resignando com minha situação Mas preciso dormir O problema é que minha cabeça esta à mil Abobrinhas de um solitário Quem sabe no meio da noite eu cochile Ou veja o sol raiar No meu radar Só passam besteiras Mas tenho que levar na brincadeira Senão vou me consumir E não quero esse inverno Mesmo que eu esteja no inferno Vislumbro o paraíso E me acalmo A cada palavra que escrevo Exorcizo meus fantasmas Ando meio assombrado Num filme de suspense Tenho medo de pensar então vou ouvir um som pra  desinfetar essa praga que assola minha cabeça E talvez esqueça Um passado que me arrepia Tempos que desatinei Mas agora eu sei Estou calejado Não vou cometer os mesmos erros E talvez um dia eu durma tranquilo Sem esses grilos que me rodeiam

MÚSICA: EU NÃO SEI AMAR- RENÊ PAULAUSKAS

Imagem
https://www.youtube.com/watch?v=DT_pqJTmTYM&feature=youtu.be

DIDIER LAVIALLE XIV

Imagem

DIDIER LAVIALLE XIII

Imagem

DIDIER LAVIALLE XII

Imagem

DIDIER LAVIALLE XI

Imagem

DIDIER LAVIALLE X

Imagem

DIDIER LAVIALLE IX

Imagem

DIDIER LAVIALLE VIII

Imagem

DIDIER LAVIALLE VII

Imagem

DIDIER LAVIALLE VI

Imagem

DIDIER LAVIALLE V

Imagem

DIDIER LAVIALLE IV

Imagem

DIDIER LAVIALLE III

Imagem

DIDIER LAVIALLE II

Imagem

DIDIER LAVIALLE

Imagem

BONS SONHOS-VINICIUS TETTI SILLA

ando meio estranho deslocado do mundo mas preciso me endireitar organizar as idéias sentar e pensar no que vou fazer daqui pra diante quero ir distante talvez pra aracajú ou no pacaembu ando meio distraido sem rumo e sem norte só quero dormir a noite e ter bons sonhos e acordar tranquilo para mais um dia levar na leveza do ar

ME CONTENTO COM OLHARES- VINICIUS TETTI SILLA

metáfora do absurdo que navega sobre um céu de estanho e devora minha alma o sol está forte  e eu não tenho sombrinha faz tempo que não tenho um insight mas acho que isso faz parte de quem corre atrás da arte um violão me cairia bem para tocar uma melodia incandescente nessa corrente que desabrocha numa vila ou numa roça e a vontade de beijar é como uma coisa distante  por isso me contento com olhares e nos seus colares quero ser seus bùzios para o meu deleite  e minha sede curar cai a ficha em cada esquina que dobro desdobrando meus pensamentos que espero sejam levados pelo vento numa quintaessência de éter forjado pelo um estado em particular que em qualquer lugar anda distraído como queria um lampejo para animar meu cortejo de bandeiras pelas avenidas mas a tônica desta canção não tem mais parte dentro de mim e sigo enfim marcando passo ...

DESPERTA E VAI VIVER A VIDA- RENÊ PAULAUSKAS

Desperta e vai viver a vida Parei de falar pelos cotovelos Parei de sonhar Não o sonho da vida Que esse nunca acaba Acaba a vida Mas nunca o sonhar Mas aquele da tua cama Que fecha os olhos a noite e não para de pensar Fazendo do dia noite E às vezes da noite outro dia sem cessar Tua vida Teu regato Que levas a deriva Que traças num rasgo É tua ferida É tua saída Mas que de dia Está tão pálida Que te tapa a visão Tão breves foram seus amores Te acordaram antes da hora Tua preguiça ainda chora Longe de ti em outros convés Que tua sina Ainda branca Te faz nuvem no mar aberto Pois eis que surge Um dia lindo Forrado de joias como um elixir Tua vida cansa E canso eu Que desse mundo Nos braços teus São como um rumo Que ainda dói Ver que só se faz A droga do outro Que arde E faz vender Do explorador ao explorado Só existe uma camada de pó Mudando os papeis cansados De um homem que ainda só Faz tantos estragos Tantos dilemas Mas ainda reza P...

ELEVADOR - VINICIUS TETTI SILLA

camaleão de roupa nova sobe a escada lentamente  uma garota astuta sugere: porque não pegar o elevador e ele aceita e vai todo contente pra algum lugar da via lactea mas como nessa galaxia conhece um planeta blue ele se teletransporta pra lá e chega num local onde cantam parabéns ele pergunta: meu não estou fazendo anos calma respondem fazia quatorze anos que vc estava numa tempestade e agora chegou a calmaria é só esperar o vento soprar pegar no timão e conduzir sua nau pelas águas ora turbulentas ora tranquilas desse oceano que tem como destino o infinito

OS CARICATURISTAS por RENÊ PAULAUSKAS

Imagem